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COTIDIANO

Todo dia ela faz tudo sempre igual

Me sacode às seis horas da manhã

Me sorri um sorriso pontual

E me beija com a boca de hortelã

Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar

E essas coisas que diz toda mulher

Diz que está me esperando pro jantar

E me beija com a boca de café

Todo dia eu só penso em poder parar

Meio-dia eu só penso em dizer não

Depois penso na vida pra levar

E me calo com a boca de feijão

Seis da tarde como era de esperar

Ela pega e me espera no portão

Diz que está muito louca pra beijar

E me beija com a boca de paixão

Toda noite ela diz pra eu não me afastar

Meia-noite ela jura eterno amor

E me aperta pra eu quase sufocar

E me morde com a boca de pavor

Todo dia ela faz tudo sempre igual

Me sacode às seis horas da manhã

Me sorri um sorriso pontual

E me beija com a boca de hortelã

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Chico Buarque de Holanda

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Amostra grátis:

marketing pessoal

Sempre senti o marketing como uma ferramenta anti-ética que os vendedores usavam para nos vender aquilo que não queríamos comprar. Até o  dia em que li o livro “MARKETING NA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO”, uma compilação de vários textos sobre o assunto, organizados pela professora da UnB Sueli Angélica do Amaral.

Apesar de ser um livro de caráter extremamente técnico e bastante específico para os profissionais da Ciência da Informação, prova a todos, doloridamente, que o marketing pode ser ético e até simpático… depende apenas de sua aplicação politicamente correta. Aliás, a proposta criacional do marketing é totalmente ética, trata-se simplesmente de oferecer ao cliente exatamente aquilo de que ele necessita naquele momento, sem tirar nem por e, é claro, como ninguém é de ferro, auferir lucro no ato de satisfazer o anseio de sua clientela. Esse anseio pode ser comercial ou não. Aí entra a grande novidade do mercado: tudo é mercadoria. Tudo é vendável. Até a sua própria imagem. Até mesmo a informação de uma biblioteca ou de um arquivo. 

De repente, vejo tudo como serviço, como produto. Até mesmo a pregação em uma igreja pode ser entendida como um serviço fornecido aos fiéis, que só permanecerão ali se seus anseios forem atendidos. Caso contrário, procurarão outra igreja ou qualquer outro lugar que lhes forneça o preenchimento de seu vazio espiritual.

A globalização nos tornou conectados e interconectados. Já nascemos globalizados e, se não somos marginais, somos todos em curta distância, estamos todos no circuito da Grande Rede Mundial. Por conseguinte, o mercado mundial nos mercantilizou. E hoje somos todos produtos e produtores, clientes e vendedores. Vendemos nosso peixe e compramos o do vizinho o tempo todo.

Seja lá qual for seu produto de venda no momento, o seu serviço a oferecer… Enfim, se a sua clientela não tem demonstrado total satisfação, o caminho certo é descobrir do que seu cliente precisa para ser mais feliz, e tratar de fornecer. Mas saiba, nestes tempos de inconstância e velocidade, ser ético e não atropelar a missão e os princípios de seu negócio serão o grande diferencial do mercado.

somos produtos

Gonzaguinha

Gonzaguinha

A alma dos artistas é tão sensível que precisa de proteção. O mundo oprime e destrói a arte que mora em nosso ser, e com o tempo, a nossa alma, desprotegida, cansada e envelhecida já não faz mais poesias…

Essa canção é obra de uma grande alma, que já não está conosco, mas deixou-nos como presente o legado de sua sabedoria.

 
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“O QUE É O QUE É
(Gonzaguinha)

Eu fico com a pureza da resposta das crianças
É a vida! É bonita e é bonita!
 
Viver e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah, meu Deus! Eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita!
 
E a vida? E a vida o que é, diga lá, meu irmão?
Ela é a batida de um coração?
Ela é uma doce ilusão?
Mas e a vida? Ela é ‘maravida’ ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é? O que é, meu irmão?
 
Há quem fale que a vida da gente é um nada no mundo
É uma gota, é um tempo que nem dá um segundo
Há quem fale que é um divino mistério profundo
É o sopro do Criador, numa atitude repleta de amor
Você diz que é luta e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é, e o verbo é sofrer
 
Eu só sei que confio na moça 
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou  quiser
Sempre desejada, por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte, só saúde e sorte
E a pergunta roda, e a cabeça agita
Fico com a pureza das respostas das crianças
 
É a vida! É bonita e é bonita!”
 
Eu não sei dizer precisamente o que é a vida. Todos os dias surgem respostas que nunca são definitivas.
A minha resposta de hoje é: “A vida é um recomeço diário, acordei hoje pra refazer aquilo que não foi pleno ontem, do tipo está bom, mas pode melhorar!”
E você? Agite a sua cabeça e responda a si mesmo: o que é a vida?
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Amostra grátis:

O desempenho do Brasil nas Olimpíadas de Pequim foi razoável. Não se superou totalmente, mas ganhou três medalhas de ouro, quatro de prata e oito de bronze, além do 23º lugar no ranking geral das competições. Os gastos com o preparo dos atletas giraram em torno de 600 milhões de reais, aproximadamente o dobro do que foi investido nas últimas olimpíadas. Resta saber, quanto os países que ficaram em posições melhores investiram em seus atletas neste meio tempo?

Seria maravilhoso que o Brasil sediasse Olimpíadas. Além de melhorar toda nossa infra-estrutura para sempre, isto nos traria mais status, o que melhora tudo se aliado a uma boa dose de realismo e boa gestão. Mas diante destas demonstrações de baixo investimento em seus atletas (em relação a outros países) as chances desse sonho se realizar vão ficando mais distantes…

A boa notícia é que depois das mirradas medalhas, o Ministro dos Esportes pretende ampliar os investimentos para as atividades esportivas na escola, que é, geralmente, o lugar onde tudo começa para um atleta.

Corre o boato de que a provocação da Geórgia à Rússia não foi tão ingênua assim. A nova teoria da conspiração (será que é mesmo apenas uma T.C.?) é que Bush teria autorizado o ataque à Rússia para que houvesse o revide e para que assim o candidato McCain, apoiado pelo atual presidente norte-americano, pudesse ter motivos para seu argumento de que os Estados Unidos continuarão sendo o braço-forte no mundo, controlando tudo, se ele ganhar. Diferente de Obama, que tem pousado de bom moço que vai mudar os EUA, torná-los mais simpáticos perante o mundo, digamos assim, uma vez que prega a esperança de mudança nessa política de guerra.

Ou seja, incentivando a guerra e fingindo que não foi ele, o governo dos EUA tenta fazer o povo pensar que se não se intrometerem em todos os eventos belicosos do mundo, vão perder lugar na economia mundial… Aí McCain que é experiente, realista e corajoso (como Bush) ganha de Barack que é jovem, idealista e inexperiente… até que faz sentido…

Você só… mente

Noel Rosa (1910 – 1937) foi um dos mais importantes compositores da música popular brasileira, autor de composições clássicas como “Com que roupa?”, “Palpite infeliz”, “Pierrô apaixonado” e “Conversa de botequim”, entre tantas outras. Nesta poesia irônica, Noel faz um jogo com o verbo mentir e o sufixo -mente:

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Não espero mais você

Pois você não aparece.

Creio que você se esquece

Das promessas que me faz…

E depois vem dar desculpas

Inocentes e banais.

É porque você bem sabe

Que em você desculpo

Muita coisa mais…

O que sei somente

É que você é um ente

Que mente inconscientemente,

Mas finalmente, não sei por quê,

Eu gosto imensamente de você.

 

E, invariavelmente,

Sem ter o menor motivo,

Em um tom de voz altivo,

Você quando fala – mente,

Mesmo involuntariamente.

Faço cara de inocente,

Pois sua maior mentira

É dizer à gente

Que você não mente…

Amostra grátis (excelente interpretação de Anna Toledo):

Acabo de assistir ao filme O Caçador de Pipas. Vale lembrar que a história original está no livro do já consagrado escritor Khaled Hosseini, e tem o mesmo título do longa. O roteiro da película tem direção de Marc Forster (o mesmo de Em Busca da Terra do Nunca) e conta com atores escolhidos dentre a população de Cabul, o que faz com que os personagens pareçam saltar das páginas do livro.

É um alívio notar que, diferentemente de outras obras escritas e posteriormente adaptadas às telas, o filme não decepciona. Mesmo resumidamente, a trama permanece fiel ao seu original. O roteirista não elocubra demais como outros casos porque o objetivo do filme não parece ser contar uma história vendável e sim recontar o livro, só que em pouco tempo. Por isso alguns cortes e resumos, mas nada fora ou aquém do livro a ponto de o desmentir ou desinteirar.

Provavelmente um filme capaz de emocionar tanto a quem leu quanto a quem não leu o livro. Por isso recomendo a quem leu, para que assista, e a quem assistiu, para que leia. De acordo com as críticas (e com minha opinião), as chances de insatisfação são poucas!

Quando li O Caçador de Pipas, fiquei muito impressionada com a parte política da história, com a forma com que a guerra se desenvolveu; com a cultura do povo afegão, a opressão feminina, etc.  Desta vez, meu foco foi mais romântico. Me apeguei mais à parte da amizade entre os dois meninos e à dificuldade do pequeno Amir em ser firme em suas convicções, aliás, sua impossibilidade de ter convicções, contrariando a força de caráter de seu pai. Caráter que só muitos anos depois Amir veio descobrir que tinha sua cota de aparências. De qualquer forma, o momento em que seu baba enfrenta um soldado russo armado nos mostra o preço alto de nossas escolhas e o preço mais alto ainda de não fazermos escolha nenhuma na vida. A coragem e a amizade de Hassan, por sua vez, nos dão uma lição de amor, integridade e humildade, características cada vez mais rarefeitas nesta geração do conhecimento e do consumismo. Se quisermos ter em nós estas qualidades, precisaremos nos esforçar, já que praticamos cada vez mais o lazer solitário, o individualismo e o egoísmo. 

Trailer do filme:

Gilberto Gil

Gilberto Gil

 

Refazenda

Esta composição de Gil data de 1975 e faz muita gente pensar que foi criada pra enviar mensagens subliminares sobre a ditadura militar, por causa do abacateiro (cor verde oliva, a mesma cor do Exército Brasileiro) e do trecho “acataremos teu ato” , que parece uma referência à obediência obrigatóra e incondicional às forças do Estado ditatorial, exigidas na forma dos Atos Institucionais, entre outras informações “suspeitas” embutidas no texto da música.

O interessante é que o próprio Gil fala desta noção que sempre fica, e diz que isso nem lhe passou pela cabeça no momento de criação desta famosa canção. Sua idéia para Refazenda é justamente a de uma recriação natural, da volta à natureza (nós também somos do mato) e do aprendizado de seu tempo, porque temos que saber esperar o tempo certo das coisas, as frutas são temporãs, não nascem no momento que queremos, mas no tempo da natureza.

Guariroba é o nome da fazenda em que Gil sonhava criar uma comunidade alternativa, totalmente voltada pro ritmo da natureza, mas que não deu certo, então a fazenda foi vendida.

Gil ainda comparou sua temporada na pasta da Cultura com esta música, quando citou para os jornalistas, em entrevista coletiva, na ocasião de sua despedida do cargo:

“Acho que ‘Refazenda’ tem tudo a ver com esse momento. É Refazenda, que por acaso em algum momento se refere ao Planalto Central, às pragas planaltinas. Esse governo significa uma refazenda extraordinária para o país. O presidente me relatava há pouco o avanço da agricultura familiar com os biocombustíveis. Eu a cederia como jingle. Amanhecerá tomate e anoitecerá mamão.”

Com esta frase ele encerrou sua participação no Ministério da Cultura, insinuando que as mudanças no governo Lula têm sido e ainda serão muito significativas para o país.

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Abacateiro
Acataremos teu ato
Nós também somos do mato
Como o pato e o leão
Aguardaremos
Brincaremos no regato
Até que nos tragam frutos
Teu amor, teu coração

Abacateiro
Teu recolhimento é justamente
O significado
Da palavra temporão
Enquanto o tempo
Não trouxer teu abacate
Amanhecerá tomate
E anoitecerá mamão

Abacateiro
Sabes ao que estou me referindo
Porque todo tamarindo tem
O seu agosto azedo
Cedo, antes que o janeiro
Doce manga venha ser também

Abacateiro
Serás meu parceiro solitário
Nesse itinerário
Da leveza pelo ar
Abacateiro
Saiba que na refazenda
Tu me ensina a fazer renda
Que eu te ensino a namorar

Refazendo tudo
Refazenda
Refazenda toda
Guariroba

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Amostra grátis:

Releitura, com Greice Ive (linda versão):

Drão

Esta música foi composta pelo ex-ministro da Cultura na ocasião em que se separou de sua ex-mulher, Sandra (o nome da música tem origem no seu apelido, Drão, de Sandrão). O compositor faz um jogo de palavras entre drão e grão. Fala do amor que se transformou em uma semente de ilusão, que precisa morrer pra germinar, devendo ser plantada em algum lugar pra poder nascer do chão como outro tipo de amor.

A caminhadura é um jogo de duplo sentido que se refere tanto ao caminho difícil que tiveram, quanto à cama de tatame (cama dura) em que dormiam.

Pra encerrar, Gil pede pra ela não se despedaçar em sofrimento porque os meninos, seus filhos, são todos sadios e os erros são todos dele, e por isso ele não merece mesmo perdão, e exatamente por não merecer este perdão é que pede um pouco mais de compaixão da ex-mulher.

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Drão!
O amor da gente
É como um grão
Uma semente de ilusão
Tem que morrer prá germinar
Plantar nalgum lugar
Ressuscitar no chão
Nossa semeadura
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Nossa caminhadura
Dura caminhada
Pela noite escura…

Drão! Drão! Êh!

Drão!
Não pense na separação
Não despedace o coração
O verdadeiro amor é vão
Estende-se infinito
Imenso monolito
Nossa arquitetura
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Nossa caminhadura
Cama de tatame
Pela vida afora
Êh! Êh!
Oh Drão! Drão!
Oh! Oh! Drão! Drão!

Drão!
Os meninos são todos sãos
Os pecados são todos meus
Deus sabe, Deus sabe
A minha confissão
Não há, não há
O que perdoar
Por isso mesmo é que
Há de haver, há de haver
Mais compaixão
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Se o amor é como um grão
Morre, nasce trigo
Vive, morre pão
Drão! Drão!
Drão! Drão!
Drão! Drão!
Drão! Drão!

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Amostra grátis:

Geórgia e Rússia assinaram um tratado de cessar-fogo mediado pelo presidente francês Nicolas Sarcozy. A Rússia prometeu desocupar a Geórgia, mas até o momento, mesmo sob pressão internacional (guiada principalmente pelos Estados Unidos), só cumpriu parcialmente sua promessa. Os russos ainda mantêm o controle sobre a Ossétia do Sul (centro do conflito armado), Abkhasia (província também separatista), Gori, Senaki e Zugdidi e afirmam que só vão desocupar totalmente o país quando o mesmo estiver estabilizado. A França, por sua vez, aguarda uma resolução da ONU para poder enviar forças de paz para o pequeno país, uma vez que considera esta trégua “frágil”, como afirmou o ministro de assuntos exteriores francês, Bernard Kouchner.

Ao que tudo indica, o presidente georgiano confiou que os EUA apoiariam a tomada das províncias separatistas, inclusive aderindo à sua guerra, mas o distanciamento e lentidão dos norte americanos na defesa da Geórgia revelaram que Saakashvili foi precipitado e agiu impensadamente, ficando sozinho no mundo contra a Rússia.

Quem perde e quem ganha com isso? A Rússia ganha mais respeito (ou temor) da comunidade internacional pois mostrou que não se importa tanto com as ordens emanadas dos Estados Unidos; ganha o domínio das províncias que agora ocupa sozinha com suas forças de paz, uma vez que os georgianos perderam lugar depois dos ataques que não trouxeram nenhum ganho factual para Geórgia; e ganha espaço para administrar o favorecido escoamento de petróleo e gás da região. A Geórgia perde, além do que a Rússia lhe tomou, a chance de ingressar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) tão cedo, afinal, um país que ainda não definiu seus limites territoriais não é maduro o suficiente pra integrar a OTAN.

Agora georgianos são submetidos a trabalhos forçados para limparem a Ossétia do Sul dos escombros, estão nas ruas retirando pedras e restos das construções destruídas pelos bombardeios. Enquanto isso, os ossetianos vão voltando aos poucos para suas casas, alguns, ao se depararem com os destroços, com a falta de luz, água e comida, abandonam o lugar novamente.

O número de mortos ainda não pôde ser confirmado, estima-se que foram centenas, enquanto alguns canais da mídia divulgam que foram mais de dois mil mortos…

Enfim, enquanto se limpa a sujeira feita (se é que é possível), fica este clima de que muito provavelmente esta guerra ainda não terminou.

Posse de Mijail Saakashvili

Posse de Mijail Saakashvili

CHÁ FUNCIONAL

Falamos muito em chá verde e seus derivados para emagrecer, mas hoje vamos mudar o foco que emagrecer não é tudo na vida, bom mesmo é ter saúde!

E pra resolver várias disfunções no organismo podemos contar com várias “plantinhas sagradas”  no nosso dia-a-dia.

Posto aqui um pequeno rol exemplar do que encontramos facilmente em mercados e feiras e seus “poderes mágicos”:

*Boldo do Chile – O boldo é uma folha acinzentada, importada do Chile, que possui sabor amargo. É indicado para dores do estômago e problemas no fígado.

*Chá de camomila, erva doce, hortelã – São geralmente indicados como calmantes, ou seja, para relaxar. Ótima opção para consumir na ceia com algumas torradas, pouco antes de dormir.

*Chá de carqueja – Utilizado também em casos de perturbações gástricas ou para fins curativos.

*Chá de espinheira-santa, boldo nacional – têm princípios digestivos que auxiliam no precesso da digestão e protegem a mucosa do estômago.

*Chá de capim-limão, melissa – combatem gripes e resfriados, possuem atividade antitérmica, analgésica, expectorante e moduladora da imunidade.

*Chá de hibisco, quebra-pedra – indicados contra a infecção urinária, têm ação diurética e aliviam edemas.

Sei que é comum tomarmos chás de variados tipos de ervas, que nossas mães ou avós sempre receitaram como remédio. Eu tomo os que conheço e confio, mas é bom salientar que as autoridades no assunto recomendam o uso dos chás com acompanhamento médico, só por precaução. Tá dado o recado!

Geórgia X Rússia

tanque georgiano

tanques georgianos

E enquanto nos jornais só se fala em olimpíadas…

Mais uma guerra explode por causa de oleodutos e gasodutos, disfarçada em motivos diversos do real. Desta vez a “vítima” (dizem que não há certos ou errados na guerra) é a minúscula Geórgia. Tudo bem que foi ela quem começou os ataques aos territórios sob regime separatista, mas a Rússia é grande demais pra brigar com este pequeno país, então na verdade não é uma briga, e sim um massacre.

Há realmente uma independência almejada há anos por estes pequenos estados, mas a sua defesa por parte da Rússia é apenas uma questão de unir o útil ao agradável, pois anexaria os dois ao seu território, o que não deixa de ser útil já que demonstra seu poderio bélico ao restante do mundo. A parte agradável é que isto pode ser usado como desculpa pra alcançar o domínio do gasoduto e do oleoduto que corta a Geórgia desde o mar Cáspio, abastecendo a Europa Ocidental. Isto feito haverá a geração de muito mais lucros para o gigante que será o único “dono” da parte do mar Cáspio em que se encontra todo o petróleo que serve de alternativa ao “ouro negro” que brota no Oriente.

Entre acusações mútuas e palpites internacionais, o único dado que ninguém desmentiu foram as mais de 1400 mortes de civis e 18 baixas de soldados em menos de uma semana. Ou seja, desde que o mundo é mundo, todo o sofrimento sobra mesmo é pro povo que assiste aos horrores causados pela ganância dos poderosos.

Para entender melhor, assista:

 

Entrevista com Aderivaldo Cardoso, aluno da pós-graduação em Segurança Pública na Universidade de Brasília, soldado da Polícia Militar do DF e autor do Blog Policiamento Inteligente.

Sd Aderivaldo

Sd Aderivaldo

 

Blog Tempoesia: Qual a sua opinião sobre os escândalos na polícia e na Segurança Pública em nosso país?

 

Aderivaldo: A Segurança Pública no Brasil esteve abandonada durante muitos anos e somente agora estão começando a discuti-la, mais em decorrência dos erros policiais do que realmente por vontade política de discutir o assunto. Já a polícia sempre se viu como um órgão autônomo dentro do governo e nunca teve coragem de se posicionar como um órgão político dentro do Executivo. Seu efetivo sempre foi visto como elemento de execução e nunca quiseram proporcionar uma qualificação adequada para os policiais.

Blog Tempoesia: Então o Rio de Janeiro é um reflexo desse abandono? Brasília pode se tornar um Rio de Janeiro?

Aderivaldo: – Sim, o Rio é reflexo desse abandono. A população escrava quando foi liberta teve como opção o morro. O crime no Rio de Janeiro é também um grito de protesto contra o sistema que os excluiu. Brasília teve uma ocupação diferenciada. Aqui era o grande “El Dourado”. O sistema de criação de assentamentos não expulsou, mas sim, deu uma perspectiva de melhora para muitos.

Blog Tempoesia: E sobre a qualificação que você falou anteriormente, o que poderia ser feito para melhorar?

Aderivaldo: Aqui em Brasília foi dado um grande passo. Recentemente o governo local implementou o Projeto Policial do Futuro, em que financiará a faculdade para policiais que só têm o nível médio. Além disso, será exigido nível superior para ingresso na Corporação. Outra iniciativa é a disponibilização de vagas para pós-graduação em Segurança Pública, gestão de projetos e direitos humanos, entre várias outras especializações. O sucesso desses incentivos é tão grande que a Polícia do Goiás já está seguindo o nosso exemplo.

Blog Tempoesia: O que falta para a polícia mudar sua imagem, além dos projetos citados acima?

Aderivaldo: Nós policiais nos aproximarmos das comunidades onde moramos, pois a polícia não conhece a comunidade, tampouco a comunidade conhece a polícia. Talvez em alguns estados, isso seja um pouco mais difícil, mas em Brasília, carecemos ter apenas um pouco mais de boa vontade. A participação da sociedade nesse processo significa que todos juntos (polícia e comunidade) buscarão uma solução para os problemas da localidade.

Blog Tempoesia: E hoje, como está o policiamento comunitário no DF?

Aderivaldo: Ainda está em fase embrionária, pois vários policiais já fizeram o curso de policiamento comunitário e a filosofia está sendo absorvida. Alguns postos têm dado resultado e outros não. Para trabalhar nestes postos deveria ser exigido um perfil ou até mesmo ser realizada uma seleção, assim como é feito para entrar no PROERD (Programa Educacional de Resistência às Drogas). Nesse ponto o militarismo deixa a desejar, pois faz prevalecer sempre a antigüidade. Mas, a polícia quer, precisa e vai mudar, a polícia está mudando!

Blog Tempoesia: E para encerrar, qual a principal mudança que você observa na polícia desde que ingressou na carreira?

Aderivaldo: A cultural. Essa mudança abrange vários fatores, sendo o principal dentre eles, a aproximação entre praças e oficiais. Costumo dizer que o fim do Rancho (onde a comida era separada por graduação) foi decisivo nesse processo. No restaurante da CABE (Caixa Beneficente da PMDF) todos sentam próximos uns dos outros e mesmo que o oficial não queira ele passa a ouvir as reclamações das praças, ainda que indiretamente. Assim, onde não havia o conflito, passa a existir. O conflito gera a crise e a crise gera a mudança.

“Tenho de proclamar a minha incredulidade. Para mim não há nada de mais elevado que a idéia da inexistência de Deus. O Homem inventou Deus para poder viver sem se matar.”

“Às vezes o homem prefere o sofrimento à paixão.”

“Compara-se muitas vezes a crueldade do homem à das feras, mas isso é injuriar estas últimas.”

“Sofrer e chorar significa viver.”

“A vida é um paraíso, mas os homens não o sabem e não se preocupam em sabê-lo.”

“Todas as mulheres sabem que os ciumentos são os primeiros a perdoar.”

“Todos somos responsáveis de tudo, perante todos.”

“Não há assunto tão velho que não possa ser dito algo de novo sobre ele.”

“Não será preferível corrigir, recuperar, e educar um ser humano que cortar-lhe a cabeça?”

“Nem homem nem nação podem existir sem uma idéia sublime.”

“A beleza salvará o mundo.”

 

CRIME E CASTIGO

É um romance do escritor russo Fiódor Dostoiévski, publicado em 1866. Narra a história de um estudante pobre que por algum dinheiro se torna o assassino de duas mulheres envolvidas com a agiotagem. O livro perfaz a trajetória de sua consciência, as variações desde o momento em que decide cometer o crime até o instante em que seu arrependimento o sufoca ao ponto de não deixá-lo mais continuar a sua vida sem se denunciar involuntariamente como um assassino sem perdão. Dostoiévski com brilhantismo consegue nos colocar dentro da mente miseravelmente esgotada de Raskólnikov e até nos fazer sentir muita pena de sua interminável angústia.

Outra característica do autor é o detalhismo: nos dá uma visão aparentemente exata do que foi a Rússia do século XIX, as paredes e os pisos das casas, as pedras das ruas, as cores e texturas e às vezes até os cheiros dos lugares narrados. Também conseguimos sentir o sentimento comum da época, a esperança ardente pelo Progresso, que viria restaurar o mundo de seu arcadismo político e cultural.

Ao compará-lo com Tolstói, grande escritor russo contemporâneo de Dostoiévski, vejo uma curiosa diferença entre os dois: enquanto os personagens de Tolstói nunca encontram perdão pelos seus pecados e são duramente castigados pela providência, os personagens de Dostoiévski, sempre serão redimidos depois de também pagar por seus erros. O pagamento dos pecados descrito por Dostoiévski é uma condição para a purificação, enquanto para Tolstói é uma conseqüência inevitável dos erros do ser humano. Visões aparentemente resultantes da filosofia religiosa de cada um deles.

Os livros de Dostoiévski geralmente são autobiográficos. Em Crime e Castigo, por exemplo, sua prisão política na Sibéria foi a inspiração para a parte da história em que detalha a prisão de Raskólnikov, na própria Sibéria.  

Crime e Castigo é considerado o melhor romance do autor e uma das melhores obras universais, altamente recomendado!

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