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O MUNDO

Composição: André Abujamra

O mundo é pequeno pra caramba
Tem alemão, italiano, italiana
O mundo filé milanesa
Tem coreano, japonês, japonesa

O mundo é uma salada russa
Tem nego da Pérsia, tem nego da Prússia
O mundo é uma esfirra de carne
Tem nego do Zâmbia, tem nego do Zaire

O mundo é azul lá de cima
O mundo é vermelho na China
O mundo tá muito gripado
O açúcar é doce, o sal é salgado

O mundo caquinho de vidro
Tá cego do olho, tá surdo do ouvido
O mundo tá muito doente
O homem que mata, o homem que mente

Porque você me trata mal
Se eu te trato bem
Porque você me faz o mal
Se eu só te faço o bem

Todos somos filhos de Deus
Só não falamos as mesmas línguas
Everyboby is filhos de God
Só não falamos as mesmas línguas
Everybody is filhos de Gandhi
Só não falamos as mesmas línguas

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Angelique Kidjo

angelique

O show foi dia 13 de setembro, noite de domingo, temperatura agradável em Brasília. O motivo era o encerramento do Festival Internacional de Teatro na cidade e o local exato, a Praça do Museu da República. Lá fui eu, com boas expectativas a respeito desta cantora.  Angelique é do Benin e faz música africana de alta qualidade. Não faz show, faz festa. Não canta simplesmente, ela celebra a vida.

Tem um ritmo pop com harmonias tribais, percussão hipnótica, prezando pela alegria. O som é contagiante, não dá pra ficar parado.  E ela não fica, faz sua dança típica com extrema desenvoltura, desce do palco e sai caminhando entre a platéia, que segue dançando ao redor da artista. A interação fica ainda mais divertida, quando leva umas trinta pessoas para o palco e faz uma longa dança comunitária ao som de tambores.

Suas idéias são contra o racismo e o preconceito. Lembram que o exercício de cidadania e humanismo não deveriam implicar em particularidades étnicas, filosóficas, religiosas, etc. Não somos iguais, cada um com suas diferenças, mas somos todos africanos, somos todos cidadãos do mundo, somos todos humanos.

Ao final da apresentação, as tais expectativas estavam suplantadas, e eu, africanizada. Mais que isso, universalizada, e feliz, muuuuuito feliz.

“Todos somos filhos de Deus, só não falamos as mesmas línguas.” (André Abujamra)

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MAIS DO CHÁ

Fiquei querendo conhecer o Jargetee… vou copiar…

jagertee

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Misturas e aditivos

Quase todos os chás em sachês e a maior parte dos outros chás são misturas. Apesar de recentes melhoramentos na técnica de congelação seca e do método melhorado de infusão, são vendidos o pó de chá e a essência condensada de chá que apenas necessitam de água quente ou fria para se preparar uma chávena de chá. A mistura pode ocorrer ao nível de uma só área de plantação (por exemplo Assam), ou podem ser misturados chás provenientes de diversas áreas. O objetivo da elaboração de misturas é a obtenção de um sabor estável ao longo dos anos e de melhor preço. Numa mistura, o chá mais caro e mais saboroso pode encobrir o sabor inferior de um chá mais barato.

Há vários chás que contêm aditivos e/ou processamentos diferentes das variedades “puras”. O chá tem a capacidade de adquirir qualquer aroma facilmente, o que pode trazer problemas no processamento, no transporte, ou na sua armazenagem, mas essa capacidade também ser aproveitada vantajosamente para preparar chás aromatizados.

  • O chá de jasmim é espalhado conjuntamente com flores de jasmim durante a oxidação, e ocasionalmente são deixadas algumas flores no chá como decoração. Muitas outras flores, como a rosa e outras flores perfumadas, são usadas como aromatizantes do chá na China.
  • O chá Earl Grey é geralmente uma mistura de chás pretos, com adição de essência de bergamota (fruto da família dos cítricos originário de Itália).
  • Chás com especiarias, tais como o indiano massala chai, aromatizados com especiarias tais como o gengibre, o cardamomo, a canela, a pimenta preta, o cravo-da-Índia, o louro-indiano e por vezes a noz-moscada são comuns no sul da Ásia e no Médio Oriente.
  • O chá Touareg é chá verde forte com Nana hortelá, preparado nos países do norte de África e Médio Oriente.
  • O Jagertee é chá com adição de rum.

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Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ch%C3%A1

Nem sempre acredito em tudo, desconfio das origens, mas as teorias da conspiração sempre me chamam atenção, porque geralmente fazem bastante sentido… Vale conferir o vídeo abaixo e pensar um pouco.

O Brasil é um país marcado por totalitarismo e muita corrupção ao longo de sua história. Desde a “descoberta do Brasil”, somos saqueados e idiotizados. A nossa política de cada dia sempre foi realizada em meio a desvios da coisa pública e exploração da massa trabalhadora. Bem, o que mudou nesses 500 e poucos anos? Somos mais tecnológicos, temos aparelhos celulares por todos os cantos, não sabemos mais o que fazer com tantos deles, com tantos chips, com tantas promoções no mercado da tecnologia da informação… temos a internet, agora somos conectados, linkados uns aos outros, interconectados esperando lançamentos, hoje vivemos no aguardo frenético do inédito, sob a ameaça do grande tédio da falta de novidades…

Alguém algum dia, em algum lugar rico do mundo, imaginou que o alcance da tecnologia seria o fim da miséria, o fim da fome… mas o celular não deu o emprego, a internet não pagou a janta… e continuamos sendo chamados de sub por todos os cantos por muito tempo… aí alguém teve outra brilhante idéia: mudar o nome da nossa miséria. Agora não somos mais subdesenvolvidos, somos em desenvolvimento, e o Brasil não é mais o país do futuro, agora é o país dos processos, o país do gerundismo, das promessas que não se cumprem. Agora vamos estar processando nossa pobreza, nossa desonestidade, todos os nossos problemas vão estar em processo de solução… quem vai estar solucionando? Aí, ninguém sabe, ninguém viu… Que país é esse? É, esse mesmo. Tão rico e tão pobre. Tão generoso e tão desrespeitado. Não temos subnutridos, estão todos em nutrição… não temos subempregos, estão todos se empregando… e nem somos mais subinformados, somos maquiados e idiotizados, como foi no início.

Lendo um texto sobre a ditadura militar esses dias, percebi como  até pra fazer revolução nesse país você tem que estar acima da média da miséria e da idiotização, e tem que saber fazer política. Até pra ser mártir é preciso saber fazer a boa política do pé de meia pro futuro.  A massa medíocre brasileira aprendeu muito bem a não contestar nada, a não reclamar de nada, a não ser vingativa, a permanecer mansa e pacífica, pois os que reclamarem pagarão caro, é esse o senso comum por aqui… quem não é visto não é lembrado, quem fala demais dá bom dia a cavalo, e os que permanecerem conservando a paz da miséria serão recompensados com a sobrevida de gozar de sua própria miséria, sem ser perturbado em nada, somente na hora dos impostos, é claro, que nada é perfeito nessa vida. Mas tudo isso pode ser compensado com um bom samba, com um bom forró, com um bom carnaval… com uma boa pizza, e até com um celular novo.

Mas… voltando aos anos rebeldes… os rebeldes foram nada mais nada menos que os direitistas de hoje, que os direitistas de antes de ontem. Nomes como Fernando Henrique Cardoso, José Dirceu, José Serra, José Genoíno, Dilma Roussef, Franklin Martins, Fernando Gabeira (oposição), Delfim Netto (um dos signatários do AI-5 que hoje apoia Lula), nomes de antes e agora, não respectivamente, de direita e de esquerda.  Todos bem estruturados e bem politizados. Podemos romantizar e dizer que o Brasil honrou seus libertadores, mas não poderíamos encaixar Delfim Netto nessa. Delfim Netto, que por sua vez, está em paz consigo. Poderíamos encaixar nomes que salvaram o Brasil no passado e que escandalizaram o Congresso e  a nação anos depois, e que também estão em paz consigo. Nesse país que sofre de amnésia, o herói do passado pode ser o vilão do futuro e vice-versa, e tanto faz, e pouco importa, estamos em paz conosco… O legislativo vai mal, o judiciário vai mal, o executivo não está nada bem e a harmonia jaz na constituição; pra educação e saúde não há legenda ainda… vamos acreditar que estamos melhorando, que estamos nos educando, que estamos nos tratando, que estamos em processo, e vamos nos esquecer que estamos nos enganando, até quando?

Vinícius, o Total

Vinícius de Moraes era desses pra quem as coisas só valiam à pena se fossem plenas… queria consumir o mundo em sua totalidade, porém com o equilíbrio de um artista que mantinha a ordem de um homem que sabia sofrer e o desapego de um bom chopp no bar, ao lado de “alguns bons amigos”. Vinícius não se importava em morrer por comer tudo o que lhe agradasse ao paladar, e desdenhou ainda da vida sem paixão, deixando claro preferir morrer de amar mais do que pudesse totalmente.

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Soneto do Amor Total

Amo-te tanto, meu amor … não cante
O humano coração com mais verdade …
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

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VININHA VELHO…

Vinícius de Moraes, dramaturgo, jornalista, poeta, compositor e diplomata nato e de profissão, era boêmio e viveu em um tempo em que ser politicamente correto significava exatamente ser correto sem contudo perder a malandragem.

Neste texto, ele nos devolve aquela sensação antiga de liberdade pra viver o que quisermos viver, e pra aproveitar o que nos der vontade de aproveitar, sim, porque a vida é curta, e ninguém voltou de lá do outro lado pra dizer se há um depois dela pelo qual devamos nos guardar… era essa a filosofia do nosso poeta!

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Não comerei da alface a verde pétala


“Não comerei da alface a verde pétala

Nem da cenoura as hóstias desbotadas

Deixarei as pastagens às manadas

E a quem mais aprouver fazer dieta.

Cajus hei de chupar, mangas-espadas

Talvez pouco elegantes para um poeta

Mas peras e maçãs, deixo-as ao esteta

Que acredita no cromo das saladas.

Não nasci ruminante como os bois

Nem como os coelhos, roedor; nasci

Omnívoro; dêem-me feijão com arroz

E um bife, e um queijo forte, e parati

E eu morrerei, feliz, do coração

De ter vivido sem comer em vão.”

vinicius_de_moraes

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