O mundo é pequeno pra caramba
Tem alemão, italiano, italiana
O mundo filé milanesa
Tem coreano, japonês, japonesa
O mundo é uma salada russa
Tem nego da Pérsia, tem nego da Prússia
O mundo é uma esfirra de carne
Tem nego do Zâmbia, tem nego do Zaire
O mundo é azul lá de cima
O mundo é vermelho na China
O mundo tá muito gripado
O açúcar é doce, o sal é salgado
O mundo caquinho de vidro
Tá cego do olho, tá surdo do ouvido
O mundo tá muito doente
O homem que mata, o homem que mente
Porque você me trata mal
Se eu te trato bem
Porque você me faz o mal
Se eu só te faço o bem
Todos somos filhos de Deus
Só não falamos as mesmas línguas
Everyboby is filhos de God
Só não falamos as mesmas línguas
Everybody is filhos de Gandhi
Só não falamos as mesmas línguas
O show foi dia 13 de setembro, noite de domingo, temperatura agradável em Brasília. O motivo era o encerramento do Festival Internacional de Teatro na cidade e o local exato, a Praça do Museu da República. Lá fui eu, com boas expectativas a respeito desta cantora. Angelique é do Benin e faz música africana de alta qualidade. Não faz show, faz festa. Não canta simplesmente, ela celebra a vida.
Tem um ritmo pop com harmonias tribais, percussão hipnótica, prezando pela alegria. O som é contagiante, não dá pra ficar parado. E ela não fica, faz sua dança típica com extrema desenvoltura, desce do palco e sai caminhando entre a platéia, que segue dançando ao redor da artista. A interação fica ainda mais divertida, quando leva umas trinta pessoas para o palco e faz uma longa dança comunitária ao som de tambores.
Suas idéias são contra o racismo e o preconceito. Lembram que o exercício de cidadania e humanismo não deveriam implicar em particularidades étnicas, filosóficas, religiosas, etc. Não somos iguais, cada um com suas diferenças, mas somos todos africanos, somos todos cidadãos do mundo, somos todos humanos.
Ao final da apresentação, as tais expectativas estavam suplantadas, e eu, africanizada. Mais que isso, universalizada, e feliz, muuuuuito feliz.
“Todos somos filhos de Deus, só não falamos as mesmas línguas.” (André Abujamra)
Quase todos os chás em sachês e a maior parte dos outros chás são misturas. Apesar de recentes melhoramentos na técnica de congelação seca e do método melhorado de infusão, são vendidos o pó de chá e a essência condensada de chá que apenas necessitam de água quente ou fria para se preparar uma chávena de chá. A mistura pode ocorrer ao nível de uma só área de plantação (por exemplo Assam), ou podem ser misturados chás provenientes de diversas áreas. O objetivo da elaboração de misturas é a obtenção de um sabor estável ao longo dos anos e de melhor preço. Numa mistura, o chá mais caro e mais saboroso pode encobrir o sabor inferior de um chá mais barato.
Há vários chás que contêm aditivos e/ou processamentos diferentes das variedades “puras”. O chá tem a capacidade de adquirir qualquer aroma facilmente, o que pode trazer problemas no processamento, no transporte, ou na sua armazenagem, mas essa capacidade também ser aproveitada vantajosamente para preparar chás aromatizados.
O chá de jasmim é espalhado conjuntamente com flores de jasmim durante a oxidação, e ocasionalmente são deixadas algumas flores no chá como decoração. Muitas outras flores, como a rosa e outras flores perfumadas, são usadas como aromatizantes do chá na China.
O chá Earl Grey é geralmente uma mistura de chás pretos, com adição de essência de bergamota (fruto da família dos cítricos originário de Itália).
Chás com especiarias, tais como o indiano massala chai, aromatizados com especiarias tais como o gengibre, o cardamomo, a canela, a pimenta preta, o cravo-da-Índia, o louro-indiano e por vezes a noz-moscada são comuns no sul da Ásia e no Médio Oriente.
O chá Touareg é chá verde forte com Nana hortelá, preparado nos países do norte de África e Médio Oriente.
Nem sempre acredito em tudo, desconfio das origens, mas as teorias da conspiração sempre me chamam atenção, porque geralmente fazem bastante sentido… Vale conferir o vídeo abaixo e pensar um pouco.
O Brasil é um país marcado por totalitarismo e muita corrupção ao longo de sua história. Desde a “descoberta do Brasil”, somos saqueados e idiotizados. A nossa política de cada dia sempre foi realizada em meio a desvios da coisa pública e exploração da massa trabalhadora. Bem, o que mudou nesses 500 e poucos anos? Somos mais tecnológicos, temos aparelhos celulares por todos os cantos, não sabemos mais o que fazer com tantos deles, com tantos chips, com tantas promoções no mercado da tecnologia da informação… temos a internet, agora somos conectados, linkados uns aos outros, interconectados esperando lançamentos, hoje vivemos no aguardo frenético do inédito, sob a ameaça do grande tédio da falta de novidades…
Alguém algum dia, em algum lugar rico do mundo, imaginou que o alcance da tecnologia seria o fim da miséria, o fim da fome… mas o celular não deu o emprego, a internet não pagou a janta… e continuamos sendo chamados de sub por todos os cantos por muito tempo… aí alguém teve outra brilhante idéia: mudar o nome da nossa miséria. Agora não somos mais subdesenvolvidos, somos em desenvolvimento, e o Brasil não é mais o país do futuro, agora é o país dos processos, o país do gerundismo, das promessas que não se cumprem. Agora vamos estar processando nossa pobreza, nossa desonestidade, todos os nossos problemas vão estar em processo de solução… quem vai estar solucionando? Aí, ninguém sabe, ninguém viu… Que país é esse? É, esse mesmo. Tão rico e tão pobre. Tão generoso e tão desrespeitado. Não temos subnutridos, estão todos em nutrição… não temos subempregos, estão todos se empregando… e nem somos mais subinformados, somos maquiados e idiotizados, como foi no início.
Lendo um texto sobre a ditadura militar esses dias, percebi como até pra fazer revolução nesse país você tem que estar acima da média da miséria e da idiotização, e tem que saber fazer política. Até pra ser mártir é preciso saber fazer a boa política do pé de meia pro futuro. A massa medíocre brasileira aprendeu muito bem a não contestar nada, a não reclamar de nada, a não ser vingativa, a permanecer mansa e pacífica, pois os que reclamarem pagarão caro, é esse o senso comum por aqui… quem não é visto não é lembrado, quem fala demais dá bom dia a cavalo, e os que permanecerem conservando a paz da miséria serão recompensados com a sobrevida de gozar de sua própria miséria, sem ser perturbado em nada, somente na hora dos impostos, é claro, que nada é perfeito nessa vida. Mas tudo isso pode ser compensado com um bom samba, com um bom forró, com um bom carnaval… com uma boa pizza, e até com um celular novo.
Mas… voltando aos anos rebeldes… os rebeldes foram nada mais nada menos que os direitistas de hoje, que os direitistas de antes de ontem. Nomes como Fernando Henrique Cardoso, José Dirceu, José Serra, José Genoíno, Dilma Roussef, Franklin Martins, Fernando Gabeira (oposição), Delfim Netto (um dos signatários do AI-5 que hoje apoia Lula), nomes de antes e agora, não respectivamente, de direita e de esquerda. Todos bem estruturados e bem politizados. Podemos romantizar e dizer que o Brasil honrou seus libertadores, mas não poderíamos encaixar Delfim Netto nessa. Delfim Netto, que por sua vez, está em paz consigo. Poderíamos encaixar nomes que salvaram o Brasil no passado e que escandalizaram o Congresso e a nação anos depois, e que também estão em paz consigo. Nesse país que sofre de amnésia, o herói do passado pode ser o vilão do futuro e vice-versa, e tanto faz, e pouco importa, estamos em paz conosco… O legislativo vai mal, o judiciário vai mal, o executivo não está nada bem e a harmonia jaz na constituição; pra educação e saúde não há legenda ainda… vamos acreditar que estamos melhorando, que estamos nos educando, que estamos nos tratando, que estamos em processo, e vamos nos esquecer que estamos nos enganando, até quando?
Vinícius de Moraes era desses pra quem as coisas só valiam à pena se fossem plenas… queria consumir o mundo em sua totalidade, porém com o equilíbrio de um artista que mantinha a ordem de um homem que sabia sofrer e o desapego de um bom chopp no bar, ao lado de “alguns bons amigos”. Vinícius não se importava em morrer por comer tudo o que lhe agradasse ao paladar, e desdenhou ainda da vida sem paixão, deixando claro preferir morrer de amar mais do que pudesse totalmente.
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Soneto do Amor Total
Amo-te tanto, meu amor … não cante
O humano coração com mais verdade … Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te afim de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
Vinícius de Moraes, dramaturgo, jornalista, poeta, compositor e diplomata nato e de profissão, era boêmio e viveu em um tempo em que ser politicamente correto significava exatamente ser correto sem contudo perder a malandragem.
Neste texto, ele nos devolve aquela sensação antiga de liberdade pra viver o que quisermos viver, e pra aproveitar o que nos der vontade de aproveitar, sim, porque a vida é curta, e ninguém voltou de lá do outro lado pra dizer se há um depois dela pelo qual devamos nos guardar… era essa a filosofia do nosso poeta!
Interessante como essa música se tornou um clássico da música infantil, pois é uma das músicas mais maduras que conheço… ela fala em colorir, o que é lindo, mas pouca gente percebe que ela termina descolorindo tudo o que um dia colorimos em nossa vida, e de como o futuro, seja ele bom ou ruim, é indelicado conosco tantas vezes…
Aquarela
Composição: Toquinho / Vinicius de Moraes / G. Morra / M. Fabrizio
Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo…
Corro o lápis em torno
Da mão e me dou uma luva
E se faço chover
Com dois riscos
Tenho um guarda-chuva…
Se um pinguinho de tinta
Cai num pedacinho
Azul do papel
Num instante imagino
Uma linda gaivota
A voar no céu…
Vai voando
Contornando a imensa
Curva Norte e Sul
Vou com ela
Viajando Havaí
Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela
Branco navegando
É tanto céu e mar
Num beijo azul…
Entre as nuvens
Vem surgindo um lindo
Avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar…
Basta imaginar e ele está
Partindo, sereno e lindo
Se a gente quiser
Ele vai pousar…
Numa folha qualquer
Eu desenho um navio
De partida
Com alguns bons amigos
Bebendo de bem com a vida…
De uma América a outra
Eu consigo passar num segundo
Giro um simples compasso
E num círculo eu faço o mundo…
Um menino caminha
E caminhando chega no muro
E ali logo em frente
A esperar pela gente
O futuro está…
E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar…
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela Que um dia enfim
Descolorirá…
Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo (Que descolorirá!) E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo (Que descolorirá!) Giro um simples compasso
Num círculo eu faço
O mundo (Que descolorirá!)…
A produção do chá amarelo se processa de maneira similar à do chá verde, mas com uma fase de secagem mais lenta, onde as folhas úmidas repousam até amarelecerem. Geralmente, o chá é de uma aparência amarelo-esverdeada. Se for curado com outras ervas, o seu aroma pode ser confundido com o do chá preto, mas podem ainda ser traçadas semelhanças com os chás verde e branco.
Pode também descrever chás de alta qualidade servidos nas Cortes Imperiais, embora esta designação possa ser aplicada a qualquer tipo de chá servido a título imperial.
Na corte imperial chinesa, a cerimônia do chá é uma das artes mais cultuadas. E na antiguidade, era somente a alta corte imperial que podia tomar o chá amarelo.
Os chás são ricos em compostos que contribuem para a prevenção e o tratamento de vários problemas. O chás mais comuns da China vêm daCamellia sinensis, uma planta que, dependendo da forma como é preparada, dá origem aos chás branco, verde, preto, vermelho, oolong e o chá amarelo – de todos, o mais precioso e eficaz.
A diferença entre eles está na forma de sua preparação, o chá amarelo tem maior qualidade por ter um tempo maior e mais apurado de secagem, fazendo com que as folhas da Camellia sinensis fiquem com um tênue amarelado. O Chá Amarelo tem seus poderes multiplicados por esse processo de secagem.
O Chá Amarelo, entre outras, possui as seguintes propriedades: antioxidante, diurético, vasodilatador e controlador da pressăo arterial; estimula a queima calórica, aumenta a imunidade corporal e diminui níveis de colesterol (LDL).
Quem nunca adquiriu um produto pirateado que me atire a primeira pedra por ainda estar vivendo este dilema: comprar ou não comprar?
Sei que não posso discutir essa ilegalidade, mas posso discutir essa imoralidade. Por exemplo, até que ponto ela afeta a nossa cidadania? Estamos mesmo sustentando o crime organizado ao comprar esses produtos? O que mais estamos sustentando com esse comportamento?
Sim, falei do óbvio… falemos agora do que me incomoda além disso… vamos discutir a venda da arte, que é o maior conteúdo pirateado no Brasil: O preço está bom? Você tem acesso à arte por toda parte? E a arte que você queria assistir, aquela que mais te agrada, você pode pagar por ela? Ou se quiser realmente assistir vai ter que comprar o piratão? E se você sinceramente optou por não consumir esse tipo de produto duvidoso, vai ter que esperar passar na Globo… um dia… inédito! Bem…. comprar ou não comprar? Eis a questão!
Eu ainda não tenho a resposta, houve um tempo em que não comprava nada, hoje compro alguma coisa, não posso negar… não resisti as pressões sociais e monetárias. Sei que a pirataria é mais uma demonstração do jeitinho brasileiro, que não é só brasileiro. E esse jeitinho tem justificativa no descaso com a massa menos favorecida, que não consegue pagar pelo bom teatro, pela boa música, pelo bom circo, nem pelo bom pão… a ordem é sobreviver (e viver) do jeito que der, ou puder, ou vier… a pirataria é crime mas a originalidade é um luxo que todos ainda querem alcançar.
“Os homens que mudaram o universo não conseguiram isso convencendo líderes, mas comovendo as massas. Tentar convencer os líderes é a intriga que só conduz a resultados secundários. Tentar convencer as massas, entretanto, é o golpe de gênios que muda a face do mundo.”
O mundo ocidental tem pedido mudanças quando elege artistas, índios, operários e negros em países onde o preconceito é tradicional. Elegem-se os representantes das classes menos favorecidas, além de atores, apresentadores de TV e cantores. Enfim, qualquer pessoa que não seja a imagem da elite sentada eternamente no trono do poder.
Seria uma concretização do mito de Sassá Mutema? O personagem, que ganhou vida através de Lima Duarte na novela o Salvador da Pátria, de autoria de Lauro César Muniz, era um bóia-fria analfabeto que conseguiu chegar ao cargo de Prefeito em uma pequena cidade fictícia do Brasil. Essas figuras são mitos reinantes absolutos no imaginário popular. Esse é o maior crédito que alguém pode ter: a aceitação popular. Os que conseguirem esse feito serão intocáveis e suas reputações de ilibação incondicional. Mas, a grande pergunta é: o que fez com que o foco da aceitação popular mudasse de elite para povo? Estaria a massa popular finalmente cansada do perfil arrogante e alienado em relação às necessidades do eleitorado por parte dos governantes? De qualquer forma, há que se pensar que os próprios políticos forneceram razões suficientes para essa mudança. As inovações podem representar ameaças ou oportunidades, depende do lado em que você está… Eu chamaria de oportunidade a chance de fazer melhor, de trabalhar a partir de uma cultura diferente e, além do mais, os novos administradores apontam como última tendência de sucesso profissional a força de superação das minorias. É… talvez seja essa uma vantagem competitiva relevante no mercado eleitoreiro, que quiçá poderá romper com a moda anti-ética ocidental. Do lado em que penso que me encontro, eu chamaria de ameaça ao nosso poder democrático, conquistado a sangue, uma continuidade da infeliz, egoísta e tantas vezes criminosa postura dos nossos parlamentares. Novos caráteres precisam entrar na crista da onda, chega de veneração ao próprio umbigo! Sorte aos Lulas, Baracks Obamas, Evos Morales e aos novos cidadãos que poderão surgir dentro de nós!
Sempre senti o marketing como uma ferramenta anti-ética que os vendedores usavam para nos vender aquilo que não queríamos comprar. Até o dia em que li o livro “MARKETING NA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO”, uma compilação de vários textos sobre o assunto, organizados pela professora da UnB Sueli Angélica do Amaral.
Apesar de ser um livro de caráter extremamente técnico e bastante específico para os profissionais da Ciência da Informação, prova a todos, doloridamente, que o marketing pode ser ético e até simpático… depende apenas de sua aplicação politicamente correta. Aliás, a proposta criacional do marketing é totalmente ética, trata-se simplesmente de oferecer ao cliente exatamente aquilo de que ele necessita naquele momento, sem tirar nem por e, é claro, como ninguém é de ferro, auferir lucro no ato de satisfazer o anseio de sua clientela. Esse anseio pode ser comercial ou não. Aí entra a grande novidade do mercado: tudo é mercadoria. Tudo é vendável. Até a sua própria imagem. Até mesmo a informação de uma biblioteca ou de um arquivo.
De repente, vejo tudo como serviço, como produto. Até mesmo a pregação em uma igreja pode ser entendida como um serviço fornecido aos fiéis, que só permanecerão ali se seus anseios forem atendidos. Caso contrário, procurarão outra igreja ou qualquer outro lugar que lhes forneça o preenchimento de seu vazio espiritual.
A globalização nos tornou conectados e interconectados. Já nascemos globalizados e, se não somos marginais, somos todos em curta distância, estamos todos no circuito da Grande Rede Mundial. Por conseguinte, o mercado mundial nos mercantilizou. E hoje somos todos produtos e produtores, clientes e vendedores. Vendemos nosso peixe e compramos o do vizinho o tempo todo.
Seja lá qual for seu produto de venda no momento, o seu serviço a oferecer… Enfim, se a sua clientela não tem demonstrado total satisfação, o caminho certo é descobrir do que seu cliente precisa para ser mais feliz, e tratar de fornecer. Mas saiba, nestes tempos de inconstância e velocidade, ser ético e não atropelar a missão e os princípios de seu negócio serão o grande diferencial do mercado.
A alma dos artistas é tão sensível que precisa de proteção. O mundo oprime e destrói a arte que mora em nosso ser, e com o tempo, a nossa alma, desprotegida, cansada e envelhecida já não faz mais poesias…
Esta canção é obra de uma grande alma, que já não está conosco, mas deixou-nos como presente o legado de sua sabedoria.
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O QUE É O QUE É
(Gonzaguinha)
É a vida! É bonita e é bonita!
Viver e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah, meu Deus! Eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita!
E a vida? E a vida o que é, diga lá, meu irmão!
Ela é a batida de um coração?
Ela é uma doce ilusão?
Mas e a vida? Ela é ‘maravida’ ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é? O que é, meu irmão?
Há quem fale que a vida da gente é um nada no mundo
É uma gota, é um tempo que nem dá um segundo
Há quem fale que é um divino mistério profundo
É o sopro do Criador, numa atitude repleta de amor
Você diz que é luta e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é, e o verbo é sofrer
Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser
Sempre desejada, por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte, só saúde e sorte
E a pergunta roda, e a cabeça agita
Fico com a pureza das respostas das crianças
É a vida! É bonita e é bonita!
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Eu não sei dizer precisamente o que é a vida. Todos os dias surgem respostas que nunca são definitivas.
A minha resposta de hoje é: “A vida é um recomeço diário, acordei hoje pra refazer aquilo que não foi pleno ontem, do tipo está bom, mas pode melhorar!”
E você? Agite a sua cabeça e responda a si mesmo: o que é a vida?