
Drão
Esta música foi composta pelo ex-ministro da Cultura na ocasião em que se separou de sua ex-mulher, Sandra (o nome da música tem origem no seu apelido, Drão, de Sandrão). O compositor faz um jogo de palavras entre drão e grão. Fala do amor que se transformou em uma semente de ilusão, que precisa morrer pra germinar, devendo ser plantada em algum lugar pra poder nascer do chão como outro tipo de amor.
A caminhadura é um jogo de duplo sentido que se refere tanto ao caminho difícil que tiveram, quanto à cama de tatame (cama dura) em que dormiam.
Pra encerrar, Gil pede pra ela não se despedaçar em sofrimento porque os meninos, seus filhos, são todos sadios e os erros são todos dele, e por isso ele não merece mesmo perdão, e exatamente por não merecer este perdão é que pede um pouco mais de compaixão da ex-mulher.
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Drão!
O amor da gente
É como um grão
Uma semente de ilusão
Tem que morrer prá germinar
Plantar nalgum lugar
Ressuscitar no chão
Nossa semeadura
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Nossa caminhadura
Dura caminhada
Pela noite escura…
Drão! Drão! Êh!
Drão!
Não pense na separação
Não despedace o coração
O verdadeiro amor é vão
Estende-se infinito
Imenso monolito
Nossa arquitetura
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Nossa caminhadura
Cama de tatame
Pela vida afora
Êh! Êh!
Oh Drão! Drão!
Oh! Oh! Drão! Drão!
Drão!
Os meninos são todos sãos
Os pecados são todos meus
Deus sabe, Deus sabe
A minha confissão
Não há, não há
O que perdoar
Por isso mesmo é que
Há de haver, há de haver
Mais compaixão
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Se o amor é como um grão
Morre, nasce trigo
Vive, morre pão
Drão! Drão!
Drão! Drão!
Drão! Drão!
Drão! Drão!
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