
Acabo de assistir ao filme O Caçador de Pipas. Vale lembrar que a história original está no livro do já consagrado escritor Khaled Hosseini, e tem o mesmo título do longa. O roteiro da película tem direção de Marc Forster (o mesmo de Em Busca da Terra do Nunca) e conta com atores escolhidos dentre a população de Cabul, o que faz com que os personagens pareçam saltar das páginas do livro.
É um alívio notar que, diferentemente de outras obras escritas e posteriormente adaptadas às telas, o filme não decepciona. Mesmo resumidamente, a trama permanece fiel ao seu original. O roteirista não elocubra demais como outros casos porque o objetivo do filme não parece ser contar uma história vendável e sim recontar o livro, só que em pouco tempo. Por isso alguns cortes e resumos, mas nada fora ou aquém do livro a ponto de o desmentir ou desinteirar.
Provavelmente um filme capaz de emocionar tanto a quem leu quanto a quem não leu o livro. Por isso recomendo a quem leu, para que assista, e a quem assistiu, para que leia. De acordo com as críticas (e com minha opinião), as chances de insatisfação são poucas!
Quando li O Caçador de Pipas, fiquei muito impressionada com a parte política da história, com a forma com que a guerra se desenvolveu; com a cultura do povo afegão, a opressão feminina, etc. Desta vez, meu foco foi mais romântico. Me apeguei mais à parte da amizade entre os dois meninos e à dificuldade do pequeno Amir em ser firme em suas convicções, aliás, sua impossibilidade de ter convicções, contrariando a força de caráter de seu pai. Caráter que só muitos anos depois Amir veio descobrir que tinha sua cota de aparências. De qualquer forma, o momento em que seu baba enfrenta um soldado russo armado nos mostra o preço alto de nossas escolhas e o preço mais alto ainda de não fazermos escolha nenhuma na vida. A coragem e a amizade de Hassan, por sua vez, nos dão uma lição de amor, integridade e humildade, características cada vez mais rarefeitas nesta geração do conhecimento e do consumismo. Se quisermos ter em nós estas qualidades, precisaremos nos esforçar, já que praticamos cada vez mais o lazer solitário, o individualismo e o egoísmo.
Trailer do filme:
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Adorei muito o livro e o filme, e concordo plenamente com o comentário da pessoa acima, faço minha as palvras dele!
abraço :**