O mundo ocidental tem pedido mudanças quando elege artistas, índios, operários e negros em países onde o preconceito é tradicional. Elegem-se os representantes das classes menos favorecidas, além de atores, apresentadores de TV e cantores. Enfim, qualquer pessoa que não seja a imagem da elite sentada eternamente no trono do poder.

Essas figuras são mitos reinantes absolutos no imaginário popular. Esse é o maior crédito que alguém pode ter: a aceitação popular. Os que conseguirem esse feito serão intocáveis e suas reputações de ilibação incondicional.
Mas, a grande pergunta é: o que fez com que o foco da aceitação popular mudasse de elite para povo? Estaria a massa popular finalmente cansada do perfil arrogante e alienado em relação às necessidades do eleitorado por parte dos governantes? De qualquer forma, há que se pensar que os próprios políticos forneceram razões suficientes para essa mudança.
As inovações podem representar ameaças ou oportunidades, depende do lado em que você está… Eu chamaria de oportunidade a chance de fazer melhor, de trabalhar a partir de uma cultura diferente e, além do mais, os novos administradores apontam como última tendência de sucesso profissional a força de superação das minorias. É… talvez seja essa uma vantagem competitiva relevante no mercado eleitoreiro, que quiçá poderá romper com a moda anti-ética ocidental.

Do lado em que penso que me encontro, eu chamaria de ameaça ao nosso poder democrático, conquistado a sangue, uma continuidade da infeliz, egoísta e tantas vezes criminosa postura dos nossos parlamentares. Novos caráteres precisam entrar na crista da onda, chega de veneração ao próprio umbigo!
Sorte aos Lulas, Baracks Obamas, Evos Morales e aos novos cidadãos que poderão surgir dentro de nós!
Parabéns pelo excelente texto!
É necessário uma mudança de mentalidade em nosso meio, discussão de alto nível como essa e um grande passo!
Fico feliz em vê-la voltando a escrever….
Sou seu fã número 01!
Parabéns novamente