
O show foi dia 13 de setembro, noite de domingo, temperatura agradável em Brasília. O motivo era o encerramento do Festival Internacional de Teatro na cidade e o local exato, a Praça do Museu da República. Lá fui eu, com boas expectativas a respeito desta cantora. Angelique é do Benin e faz música africana de alta qualidade. Não faz show, faz festa. Não canta simplesmente, ela celebra a vida.
Tem um ritmo pop com harmonias tribais, percussão hipnótica, prezando pela alegria. O som é contagiante, não dá pra ficar parado. E ela não fica, faz sua dança típica com extrema desenvoltura, desce do palco e sai caminhando entre a platéia, que segue dançando ao redor da artista. A interação fica ainda mais divertida, quando leva umas trinta pessoas para o palco e faz uma longa dança comunitária ao som de tambores.
Suas idéias são contra o racismo e o preconceito. Lembram que o exercício de cidadania e humanismo não deveriam implicar em particularidades étnicas, filosóficas, religiosas, etc. Não somos iguais, cada um com suas diferenças, mas somos todos africanos, somos todos cidadãos do mundo, somos todos humanos.
Ao final da apresentação, as tais expectativas estavam suplantadas, e eu, africanizada. Mais que isso, universalizada, e feliz, muuuuuito feliz.
“Todos somos filhos de Deus, só não falamos as mesmas línguas.” (André Abujamra)
_______________________________
Amostra grátis:
Gostei do som, mas ameeeeeeeeeei as imagens!
“Uma imagem diz mais que mil palavras…”
Boa recomendação….